Sobre mim
Meu nome é Deyse Marques, nasci em 1992 no interior do Maranhão, mas atualmente vivo em São Luís - capital. Sou advogada, tenho um irmão mais novo, meus pais são casados há 29 anos e tenho uma cachorrinha chamada Peka.
O que mais temos até agora, 27 anos depois?
Hoje, eu moro com meu marido, com quem sou casada desde setembro de 2017. Eu não sei se posso chamar isso de A Grande Mudança da minha vida, considerando que nós já namorávamos há mais de dez anos, já tínhamos nossa casa e eu já não moro mais com meus pais desde os 12 anos. Eles, aliás, ainda vivem na cidade do interior em que eu nasci, mas praticamente nunca os visito. Esse cenário está prestes a mudar, já que meu irmão e eu vamos abrir um escritório de advocacia por lá e, automaticamente, isso quer dizer que a minha frequência na cidade vai ter que aumentar.
Já quis ser médica, aeromoça e bailarina, mas isso foi antes de descobrir que morro de medo de sangue, de altura e de me apresentar em público. Me formei em Direito por força das circunstâncias e levei uns bons 3 anos até descobrir que não existe outro curso no mundo que combine mais comigo. Também sou formada em Letras, curso que fiz puro e simplesmente porque eu amo ler.
Falando em livros, eu tenho muito deles, em excesso mesmo, muito além do que meu cartão de crédito pode comportar. Já me conformei que essa vida não é tempo suficiente para eu conhecer todas as histórias que gostaria, então ao menos vou tê-las na minha estante. Não tenho muitos critérios em relação a filmes, então me resumo a amar praticamente todos, de preferência se forem assistidos no cinema enquanto devoro sozinha um balde de pipoca. Acompanho umas 30 séries, mas quase sempre só estou atualizada em Grey's Anatomy. Meu gosto musical varia com o meu humor, então costumo deixar o Spotify mandar no que eu ouço. Entro numa vibe incrível quando vou a shows, apesar de ter ido a tão poucos.
Levo muito a sério o meu objetivo de viajar o mundo, apesar de achar que nenhum lugar vai ser capaz de um dia tomar o espaço que Londres têm no meu coração. Adoro aeroportos porque me dão uma sensação inexplicável de estar em todos os lugares do mundo ao mesmo tempo. Me divirto fazendo as malas, mas demoro semanas para desfazê-las. Sou apaixonada por praia, apesar de preferir frio a calor e da minha pele sem bronze e meu medo de mar indicarem o contrário.
Amo gastronomia, mas quase sempre fico só na teoria mesmo. Sou viciada em provar comidas novas e frequento quantos restaurantes diferentes eu puder. Acho que vinho combina com qualquer comida - só não me venha com uva passas e berinjela. Não tenho talento nenhum para desenhar, dançar ou tocar instrumentos e sou muito frustrada por isso. Sou boa mesmo em reclamar, dormir por 12 horas seguidas e analisar inconclusivamente qualquer coisa.
Detesto comprar roupas, mas a minha coleção de sapatos e de bolsas é tão grande quanto o meu salário permite. Não tenho muita paciência para cuidar de coisas como pele, unhas e cabelo, mas não me orgulho disso e luto muito pra reverter essa situação. Já publiquei um livro, mas nunca plantei uma árvore e nem tenho filhos. Alterno fases de completa exclusão social com a de vontade de sair e pirar a noite toda, mas, no fim das contas, sempre vou preferir qualquer lugar que tenha um cantinho para eu sentar.
Provavelmente eu sou a pessoa mais teimosa do mundo e não adianta ninguém tentar me provar o contrário porque, né? Minha memória é minha pior inimiga e eu sou absolutamente incapaz de gravar números de telefone, nomes de atores e a ordem cronológica das situações. Faço listas para absolutamente tudo nessa vida e fotografia é meu hobby que jamais seria profissão porque é uma dessas coisas que a gente ama fazer só para nós mesmos.
Sou ariana com ascendente em leão e lua e escorpião, mas não leio o horóscopo diariamente porque, quando o faço, sempre me assusto com a forma que tudo se encaixa. Não tenho religião, não frequento igrejas e nunca li a Bíblia por inteiro, mas isso não me impede de acreditar nEle e de mantermos uma relação que, eu tenho certeza, só nós dois entendemos.
Em outubro de 2017 tive a minha primeira grande crise e, de lá para cá, nada do que eu disse acima foi o mesmo. Meu diagnóstico atual é de transtorno bipolar, uma doença sem cura e cujo controle é extremamente difícil. Esse é o meu milésimo blog da vida e eu sempre escrevi muito para mim, sem me importar com o que os outros estariam pensado, mas acho que a coisa mais importante a se dizer por aqui é que eu não espero ser a única pessoa nesse espaço. Senti que eu precisava começar a escrever para, acima de tudo, tentar mostrar o que tem aqui dentro, porque muitas vezes eu não sei reconhecer o que é. Já passou da hora de eu começar a me enxergar e eu não sei outra forma de conseguir fazer isso que não seja escrevendo.
Não é a toa que eu sempre digo que não sou boa de falar sobre mim, mas, quando eu finalmente começo a escrever, surge um texto desse tamanho.

